Ação que levou à prisão do ex-presidente do instituto revela profundidade do esquema de propinas ligado a descontos ilegais em aposentadorias
A Polícia Federal divulgou, nesta semana, o balanço oficial das buscas realizadas na 4ª fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de corrupção envolvendo pagamentos de propina em troca da manutenção de descontos ilegais em aposentadorias do INSS. A ofensiva, deflagrada na última semana, levou à prisão do ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, além de outros investigados apontados como beneficiários diretos do esquema milionário.
Segundo a PF, o volume de bens apreendidos expõe a robustez financeira da organização criminosa. Nos endereços dos alvos foram encontrados valores expressivos em dinheiro vivo: R$ 720 mil e US$ 72 mil em espécie. Além da quantia, chamou atenção a quantidade de artigos de luxo e equipamentos eletrônicos acumulados pelos suspeitos.
Entre os itens recolhidos estão 23 relógios de luxo e 106 peças de joias, além de 43 veículos, cuja lista detalhada ainda não foi divulgada. Os agentes também apreenderam 57 celulares, 8 armas de fogo e 314 munições, indicando que parte dos investigados mantinha arsenal particular.
A operação também resultou na captura de grande volume de equipamentos eletrônicos que, segundo os investigadores, podem ajudar a rastrear a movimentação financeira e as comunicações internas da organização. Foram recolhidos 5 computadores, 21 notebooks, 4 tablets, 2 smartwatches, 7 HDs externos e 8 pen drives.
A Polícia Federal afirma que o material passa por análise pericial e será usado para aprofundar a investigação sobre a estrutura do esquema, que operava a partir da inserção fraudulenta de descontos em benefícios previdenciários e da cobrança de propinas para manter o fluxo do dinheiro ilícito. A PF não descarta novas fases da operação.
Balanço oficial — Operação Sem Desconto (4ª fase):
- R$ 720 mil em espécie
- US$ 72 mil em espécie
- 23 relógios de luxo
- 106 peças de joias
- 43 veículos
- 57 celulares
- 8 armas e 314 munições
- 5 computadores (CPUs)
- 21 notebooks
- 4 tablets
- 2 smartwatches
- 7 HDs externos
- 8 pen drives
Novas diligências seguem em andamento, e a PF deve solicitar à Justiça a ampliação de quebras de sigilo e análise patrimonial dos investigados para identificar o destino final das propinas e outros possíveis beneficiários do esquema.
Fonte: Veja Abril







