Este número representa um salto impressionante de 74% em relação ao ano anterior (2024), consolidando a presença nacional em um mercado dominado por potências tradicionais.
Em um cenário global de crescentes tensões geopolíticas e corrida por inovação militar, o Brasil desponta discretamente como um dos players mais influentes do mercado de armamentos. Com um resultado inédito em suas exportações de produtos e serviços militares, o país não apenas bateu um recorde histórico mas também redefiniu seu papel na indústria de defesa mundial.
Segundo dados da Base Industrial de Defesa (BID), o Brasil alcançou US$ 3,1 bilhões em autorizações de exportação em 2025, o melhor desempenho de sua história. Este número representa um salto impressionante de 74% em relação ao ano anterior (2024), consolidando a presença nacional em um mercado dominado por potências tradicionais.
A marca histórica foi confirmada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que ressaltou o impacto positivo do crescimento para a economia nacional. “Cada contrato de exportação envolve geração de empregos, arrecadação de impostos, ampliação de mão de obra qualificada e desenvolvimento de tecnologia nacional”, destacou o ministro, atribuindo o sucesso a um trabalho contínuo de promoção internacional em parceria com empresas estratégicas.
A internacionalização acelerada da BID reflete uma mudança de patamar. A indústria brasileira, que antes era conhecida por equipamentos menores e munições, hoje exporta um portfólio diversificado de alta tecnologia, incluindo:
- Veículos blindados (como o Guarani 6×6);
- Foguetes e mísseis guiados (da Avibras);
- Sistemas de artilharia, radares e simuladores;
- Drones, sistemas optrônicos e aeronaves de ataque leve.
Essa variedade mostra que o Brasil deixou de ser coadjuvante, oferecendo tecnologias de ponta capazes de competir com os gigantes do setor.
A diversificação da base de compradores é um dos pontos mais notáveis do desempenho brasileiro. Atualmente, o Brasil comercializa produtos de defesa para cerca de 140 países.
Em 2025, a lista dos cinco maiores importadores de produtos de defesa brasileiros incluiu: Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América e Portugal
Essa lista demonstra a capacidade do Brasil de atender demandas de regiões estratégicas como a Europa Ocidental, Oriente Médio, Leste Europeu e América do Norte.
O crescimento da BID é atribuído a uma combinação de fatores:
- Política de incentivo à exportação: forte apoio diplomático e militar em feiras e missões internacionais.
- Diversificação de portfólio: investimento contínuo em pesquisa e inovação pelas empresas, mesmo com restrições orçamentárias.
- Confiança internacional: qualidade e confiabilidade dos produtos, muitos já testados em operações reais.
Além de impulsionar as vendas, a BID atua como um ecossistema que movimenta a ciência e a tecnologia, gerando milhares de empregos diretos e indiretos de alta especialização para engenheiros e técnicos aeronáuticos, eletrônicos e metalúrgicos. Com cerca de 80 empresas exportadoras ativas, o setor projeta um futuro de crescimento contínuo, reforçando o Brasil como uma potência emergente e vital no mercado global de defesa
Fonte: Sociedade Militar







