Imposto estadual representa um quarto do valor pago pelos consumidores nas bombas, cada valor pago por litro pelo consumidor paulista R$ 1,57 vai para o governador de SP
Os motoristas paulistas enfrentam um novo aumento nos preços dos combustíveis em janeiro, resultado do reajuste nas alíquotas do ICMS promovido pelo governador Tarcísio de Freitas. A medida interrompe um período de estabilidade observado ao longo de 2025 e evidencia o peso do tributo estadual na composição final do preço ao consumidor.
No caso da gasolina, a alíquota do ICMS saltou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro, gerando um impacto direto de R$ 0,10 neste mês. Dados da Petrobras revelam que o imposto estadual já representa 23,7% do valor final pago nas bombas, consolidando-se como o componente tributário de maior peso no custo do combustível.
O diesel e o biodiesel também foram atingidos. A alíquota subiu de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05, equivalente a 4,4%. Nesse segmento, o ICMS responde por 18,4% da composição do preço. Já o gás de cozinha teve a cobrança elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, variação de 5,7%, com impacto de R$ 1,05 no botijão de 13 quilos. No GLP, o tributo corresponde a 16,4% do preço nas revendas, segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes.
Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostra que o preço médio da gasolina passou de R$ 6,14 em dezembro de 2024 para R$ 6,22 na semana de 21 a 27 de dezembro de 2025, alta de 1,3%. De acordo com a Fecombustíveis, esse movimento não refletiu as duas reduções promovidas pela Petrobras ao longo do ano, em 3 de junho e em 21 de outubro.
No acumulado de 2025, a estatal reduziu o preço da gasolina em R$ 0,31 por litro, equivalente a 10,3%. Desde dezembro de 2022, a queda total para as distribuidoras soma R$ 0,36 por litro. Já o diesel apresentou leve retração no período anual, passando de R$ 6,11 em dezembro de 2024 para R$ 6,08 no mesmo intervalo de 2025, recuo de 0,5%, conforme dados da ANP.
Os números reforçam o protagonismo do ICMS na formação do preço final dos combustíveis e acendem o debate sobre a carga tributária estadual em um momento em que a Petrobras tem mantido política de redução de valores nas refinarias.
Fonte: G1 São Paulo – CNN Brasil – Informação







