Posição estratégica e minerais levaram Washington a cogitar compra ou anexação do território, hoje citado por Trump como tema de segurança nacional
O interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia não é recente e tem origem no século 19, quando o país buscava expandir sua influência no Atlântico Norte. A posição estratégica da ilha e o potencial de seus recursos naturais motivaram, ao longo do tempo, diferentes tentativas de compra ou controle do território autônomo da Dinamarca.
Em 1867, no mesmo ano da aquisição do Alasca, autoridades americanas passaram a considerar a anexação da Groenlândia. No ano seguinte, jornais relataram negociações lideradas pelo então secretário de Estado William Henry Seward para a compra da ilha por 5,5 milhões de dólares em ouro. Um relatório da época destacava a presença de minerais estratégicos, como a criolita, usada na indústria do alumínio.
A proposta acabou barrada pelo Congresso, que rejeitou o uso de recursos públicos para adquirir um território considerado pouco vantajoso. Ainda assim, o interesse persistiu e ganhou força durante a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA assumiram a defesa da Groenlândia após a ocupação da Dinamarca pela Alemanha.
Em 1946, Washington voltou a oferecer a compra da ilha, sem sucesso. A relação militar se consolidou em 1951, com um tratado de defesa que garantiu a presença permanente de bases americanas, incluindo a atual Base Espacial de Pituffik, estratégica para o sistema de alerta de mísseis.
Décadas depois, o tema reaparece no discurso do presidente Donald Trump, que voltou a citar a Groenlândia como área de interesse estratégico para a segurança nacional dos Estados Unidos.
Fonte: dw.com







