Lesão na cabeça só foi identificada horas depois por policiais penais; equipe médica da PF avaliou o ex-presidente e recomendou apenas observação
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não acionou o protocolo de emergência após sofrer uma queda durante a madrugada de segunda para terça-feira e também dispensou atendimento médico nas primeiras horas da manhã. Segundo apuração, ele permaneceu no quarto após bater a cabeça e não comunicou o ocorrido, apesar da existência de procedimentos específicos para situações de risco à sua saúde.
A lesão só foi constatada por volta das 8h, quando policiais penais entraram no local para a checagem diária e a entrega do café da manhã. Nesse momento, foi observado um arranhão na testa do ex-presidente. Bolsonaro minimizou o ferimento, disse que havia caído da cama e afirmou não precisar de cuidados adicionais.
Mesmo assim, a equipe médica da Polícia Federal foi acionada, conforme protocolo padrão. A avaliação não apontou gravidade e foi recomendada apenas observação. A rotina do ex-presidente seguiu normalmente ao longo da manhã.
Às 8h58, Michelle Bolsonaro passou pela guarita da PF. O Supremo Tribunal Federal determina que as visitas ocorram a partir das 9h, com duração máxima de 30 minutos, e que a saída da Superintendência da PF, em Brasília, não ultrapasse as 11h. A ex-primeira-dama deixou o prédio próximo desse horário.
Na sequência, um médico de Bolsonaro chegou ao local. O cardiologista Brasil Caiado, que participou da cirurgia do ex-presidente no Natal, conversou com Michelle dentro do carro.
Minutos antes, Michelle havia publicado nas redes sociais um relato sobre o episódio, mencionando uma crise durante a madrugada, queda e impacto da cabeça em um móvel, em tom de alerta. A versão não cita o atendimento da equipe médica da PF nem informa que a lesão foi identificada pelos policiais penais, que acionaram o protocolo de avaliação.
Durante a tarde, chegou a ser considerada a possibilidade de Bolsonaro ser encaminhado a um hospital para exames, mas não houve confirmação de deslocamento até o momento.
Fonte: noticias.uol.com.br







