Documento produzido nos anos 1990 aponta que relato de três jovens deu origem a um dos episódios mais famosos da ufologia brasileira
Um inquérito conduzido por militares concluiu que o chamado caso do “ET de Varginha” não passou de um equívoco que ganhou grandes proporções ao longo dos anos. O documento, elaborado em 1997 e com mais de 600 páginas, está disponível no site do Superior Tribunal Militar (STM) e reúne depoimentos, análises e registros oficiais sobre o episódio ocorrido no sul de Minas Gerais.
Segundo o Inquérito Policial Militar (IPM), toda a história teve início a partir do relato de três jovens que afirmaram ter visto uma suposta criatura em um terreno baldio da cidade, em janeiro de 1996. O episódio teria ocorrido no dia 20 daquele mês, no bairro Jardim Andere, em um período marcado por chuvas intensas e ventos fortes que mobilizaram diversas equipes do Corpo de Bombeiros.
Apesar da movimentação na cidade, o inquérito destaca que não houve qualquer registro oficial de solicitação para captura de animal ou de algo considerado fora do comum. O relatório também cita o depoimento do então comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar, que apresentou fotografias de um morador da região conhecido como “Mudinho”.
De acordo com o documento, o homem poderia ter sido confundido com a suposta criatura, já que apresentava possível desvio mental e teria sido visto sujo e agachado próximo a um muro logo após as chuvas, o que teria provocado medo e confusão nas jovens.
Na conclusão, os militares afirmam que uma obra responsável por popularizar o caso não possui caráter científico e deve ser encarada como ficção. O inquérito foi finalizado em 11 de abril de 1997, no quartel de Três Corações, encerrando oficialmente, ao menos do ponto de vista militar, um dos episódios mais emblemáticos da ufologia no Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com







