Estudo da CNI aponta ganho comercial expressivo, mas especialistas alertam para riscos à indústria e ao meio ambiente
Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar de 8% para 36% o acesso do Brasil ao mercado global de importações. O avanço ocorre porque o bloco europeu respondeu por 28% do comércio mundial em 2024.
Segundo a entidade, mais de cinco mil produtos terão tarifa de importação zerada na União Europeia assim que o acordo entrar em vigor. Esses itens representaram 82,7% das exportações brasileiras para o bloco no último ano e passarão a entrar sem imposto desde o início da vigência.
Pelo lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos para reduzir tarifas de cerca de 4,4 mil produtos europeus, com período de adaptação entre 10 e 15 anos. Apenas uma parcela menor das importações da UE terá imposto zerado de forma imediata.
A CNI avalia o tratado como estratégico para a indústria, mas especialistas apontam desequilíbrio entre os blocos. Enquanto o Mercosul amplia vendas de produtos agrícolas, a União Europeia se beneficia da redução de tarifas para bens industriais. Estudos também alertam para riscos de pressão sobre a indústria nacional e para impactos ambientais ligados ao aumento das exportações agrícolas.
O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos dos países do Mercosul para começar a valer.
Fonte: dw.com







