Vítima relata que suspeito afirmou ter “direito de filmar” e fez novas ameaças; caso será investigado pela Polícia Civil do município de Leme (SP) onde o fato foi registrado
Um caso registrado na delegacia de polícia de Leme na última terça-feira (27/01/2026) levanta questões sobre limites tecnológicos à privacidade. De acordo com o boletim de ocorrência, uma vítima, cuja identidade foi preservada, relatou violação de domicílio e perturbação da privacidade após um drone sobrevoar sua residência e quintal, supostamente para observar e filmar as dependências do imóvel.
Segundo o relato, o equipamento era operado por um homem que a vítima conhece: ele é partícipe do mesmo inventário referente aos bens da falecida esposa da vítima. Ao ser abordado nas proximidades da casa, o suspeito justificou a ação dizendo: “Eu filmo o que eu quero, a hora que eu quiser, eu tenho o direito.” E, ao ser alertado sobre a ilegalidade do ato, respondeu com ameaças: “Posso fazer pior.”
A situação escalou quando a vítima informou que iria registrar a ocorrência. O autor reagiu com ofensas e novas ameaças.
Após os acontecimentos, a vítima procurou orientação de sua advogada, que recomendou o registro formal na polícia para resguardar seus direitos. O caso agora será apurado pelas autoridades competentes, que devem investigar os crimes de violação de domicílio, ameaça e possivelmente outros enquadramentos relacionados ao uso não autorizado de imagens.
A situação ilustra um cenário crescente em que drones, acessíveis e de fácil operação, podem ser utilizados para invadir a privacidade alheia. Especialistas lembram que, embora a regulamentação do uso de drones no Brasil permita operações recreativas e profissionais, é proibido sobrevoar propriedades privadas sem autorização, capturar imagens de pessoas sem consentimento ou utilizar o equipamento para importunar ou ameaçar.
Fonte: Portal de Leme







