Aplicação prometia rendimento mensal de quase 2% ao mês e serviria para compra de participação em negócio; caso é apurado pela Polícia Civil de Ribeirão Preto
O empresário do ramo de alimentação João Luiz Simonacci afirma ter tido um prejuízo de R$ 530 mil após investir em um banco digital ligado ao empresário Eduardo Scatambulo Ribeiro, de Ribeirão Preto (SP). A denúncia é investigada pela Polícia Civil, que apura possível prática de estelionato.
De acordo com Simonacci, o investimento foi feito em novembro de 2023, com promessa de retorno mensal de 1,98%. O resgate estava previsto para novembro de 2024, mas o valor não foi devolvido. O dinheiro aplicado seria usado para a compra da parte de um sócio no restaurante, o que acabou gerando dificuldades financeiras ao empresário.
Sem acesso ao recurso investido, Simonacci precisou contratar um empréstimo bancário de R$ 450 mil para cumprir o acordo comercial. As parcelas mensais, próximas de R$ 19 mil, pesam no orçamento, segundo ele, que relata ter se endividado para manter o negócio funcionando.
A confiança no investimento foi influenciada pela relação pessoal entre as famílias. O filho do empresário é amigo de infância de Scatambulo, vínculo que, segundo Simonacci, foi decisivo para a aplicação do dinheiro. Outros familiares também relatam prejuízo. O bancário Nicolas Simonacci e a esposa, Mariana Santini, afirmam ter investido cerca de R$ 500 mil, com promessa de rendimento de 2% ao mês.
Eles dizem que, desde os primeiros meses, os pagamentos passaram a atrasar e que, ao tentar reaver o dinheiro, recebiam apenas explicações sem solução concreta. Uma das versões apresentadas pelo empresário envolvia recursos que estariam no exterior, supostamente ligados a serviços prestados ao Vaticano.
Para a família, além da perda financeira, o impacto emocional foi significativo. A esposa de Simonacci, Ayla Carvalho, afirma que planos pessoais precisaram ser adiados e que a sensação é de impotência diante da situação.
Além do registro policial, as vítimas ingressaram com ações judiciais para tentar recuperar os valores. Procurado, Eduardo Scatambulo Ribeiro não respondeu aos contatos até a publicação desta reportagem.
Fonte: g1.globo.com







