Alta letalidade e possibilidade de maior transmissão entre humanos mantêm agente no radar de autoridades de saúde
O vírus Nipah voltou a chamar a atenção da comunidade científica pelo potencial de mutação e pelo risco de provocar surtos mais amplos no futuro. Monitorado desde o fim dos anos 1990, o agente é conhecido por causar quadros graves e apresentar alta taxa de letalidade em humanos.
O vírus circula principalmente em morcegos frugívoros e pode ser transmitido a porcos e pessoas, ou passar diretamente dos animais para humanos. Cada salto entre espécies aumenta as chances de adaptação genética, o que reforça a preocupação dos especialistas.
Pesquisadores destacam que o Nipah já mostrou capacidade de infectar diferentes hospedeiros e, em surtos localizados, apresentou transmissão entre pessoas. O receio é que mutações específicas ampliem essa transmissibilidade, inclusive por vias respiratórias, tornando o controle mais difícil.
Como vírus de RNA, o Nipah tende a sofrer alterações genéticas com relativa rapidez. Ambientes com grande circulação de pessoas ou criação intensiva de animais favorecem esse processo. Apesar de não se espalhar globalmente como outros vírus respiratórios, a gravidade dos casos coloca o Nipah entre as principais ameaças em monitoramento.
Autoridades de saúde investem em vigilância de reservatórios animais, identificação rápida de casos suspeitos e análise genética do vírus. Essas ações buscam reduzir o risco de disseminação e antecipar respostas diante de possíveis mudanças no comportamento do patógeno.
Fonte: Terra.com.br







