Polícia já ouviu mais de 20 testemunhas, analisa mil horas de imagens e investiga possível envolvimento de adolescentes
A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida no início de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis, segue em andamento e continua mobilizando o país. O animal foi encontrado gravemente ferido e não resistiu, e a polícia apura se ele foi vítima de agressão praticada por adolescentes.
Até agora, mais de 20 testemunhas foram ouvidas e cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas. Dois dos quatro adolescentes apontados como suspeitos retornaram dos Estados Unidos na quinta-feira (29), de uma viagem escolar previamente programada. No aeroporto, a polícia apreendeu os celulares dos jovens para perícia.
Segundo o delegado Renan Balbino, os aparelhos estão com a Polícia Científica, que realiza a extração de dados em busca de novos elementos para a investigação. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas por se tratar de menores de idade, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
O pai de um dos adolescentes afirmou que defende a responsabilização caso fique comprovada alguma participação, mas reforçou que, até o momento, não há provas apresentadas. O advogado Rodrigo Duarte da Silva, que representa duas famílias, afirmou que espera rapidez na apuração para esclarecer os fatos, inocentar quem não teve envolvimento e responsabilizar eventuais culpados na medida de sua participação.
Fonte: g1.globo.com







