Operação da polícia e da Europol investiga alterações no algoritmo e conteúdo sexualizado gerado por IA na plataforma
A polícia francesa especializada em cibercrimes, com apoio da Europol, realizou nesta terça-feira (3/2) buscas nos escritórios do X, a rede social de Elon Musk, em Paris. A ação faz parte de uma investigação sobre o conteúdo recomendado pelo algoritmo da plataforma, que teria sido modificado para incluir informações geradas pelo chatbot de inteligência artificial Grok.
O Ministério Público de Paris informou que Musk e a ex-CEO do X, Linda Yaccarino, foram intimados para audiências em abril. Até o momento, a empresa não se pronunciou oficialmente, mas classificou a investigação como um ataque à liberdade de expressão.
A apuração começou em janeiro de 2025 e foi ampliada em julho do mesmo ano após denúncias de deepfakes com conteúdo sexual explícito e material negacionista sobre o Holocausto circulando na plataforma. A empresa nega ter manipulado o algoritmo e afirmou que a ampliação da investigação teria motivação política.
Os promotores franceses agora analisam possíveis infrações às leis do país, incluindo posse ou distribuição organizada de imagens de crianças de natureza pornográfica, violação de direitos de imagem com deepfakes sexuais e extração fraudulenta de dados.
A investigação ocorre em meio a críticas sobre o uso do Grok para gerar imagens sexualizadas, muitas vezes sem o consentimento das pessoas retratadas. Em resposta, a plataforma passou a bloquear tais práticas.
No final de janeiro, a Comissão Europeia anunciou uma investigação sobre a controladora xAI, e a Ofcom, do Reino Unido, já havia iniciado apuração semelhante.
Fonte: bbc.com







