Ministro diz que taxa atual é restritiva, pode afetar a política fiscal e aposta em cortes graduais
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil precisa avançar para uma taxa básica de juros de um dígito e não voltar ao patamar de dois dígitos. A declaração foi feita durante reunião do diretório nacional do PT, em Salvador, nesta sexta-feira (6).
Segundo Haddad, a Selic está em um nível restritivo que pode comprometer o crescimento da economia e dificultar o trabalho da política fiscal. Ele reconheceu a autonomia do Banco Central, mas destacou que o sinal dado pelo último Copom aponta para uma trajetória consistente de cortes.
O ministro lembrou que defende desde 2025 uma transição planejada para juros mais baixos e sustentáveis. Mesmo com a taxa elevada, Haddad afirmou que a economia manteve crescimento relevante no último ano, com estimativa entre 2,2% e 2,4%, próxima da média de 3% prevista pelo governo.
Ao comentar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad disse que o governo mantém o combate à corrupção de forma técnica e institucional, com atuação autônoma de órgãos como Polícia Federal, Banco Central, Receita Federal e Coaf.
Fonte: jovempan.com.br







