O coronel do Exército Márcio Nunes de Resende Jr. e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Jr. firmaram Acordo de Não Persecução Penal
Dois militares envolvidos no grupo conhecido como “kids pretos”, que planejava um golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após as eleições, confessaram os crimes a eles imputados após julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025.
O coronel do Exército Márcio Nunes de Resende Jr. e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Jr. firmaram Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), previsto no Código de Processo Penal para casos em que a pena mínima é inferior a quatro anos. Com isso, eles evitaram cumprir as sentenças de três anos e cinco meses e 1 ano e 11 meses, respectivamente.
A confissão tornou-se condição obrigatória para a aplicação do acordo, que exige ainda que o investigado cumpra medidas como prestação de serviços à comunidade, pagamento de indenizações ou outras ações de reparação do dano, conforme estipulado pelo Ministério Público. O acordo foi homologado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Enquanto isso, os demais réus do grupo receberam penas superiores a 20 anos, sendo a máxima de 27 anos e três meses para o líder da organização. Entre os crimes pelos quais foram condenados estão tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada e dano qualificado a patrimônio histórico.
Fonte: Metropoles.com







