O PSD de Kassab se consolida como um balcão de negócios que ignora as necessidades do povo brasileiro em nome da sobrevivência perpétua no Executivo, não importa quem esteja governando
Enquanto a democracia exige clareza e compromisso com o eleitor, Gilberto Kassab, o “mago” do PSD, prefere as sombras do pragmatismo amoral. Ao contrário de um enxadrista que busca o xeque-mate para defender um ideal, Kassab atua como um frio jogador de cartas, acumulando “coringas” a partir de cooptação de: governadores, deputados federais e estaduais, vereadores e prefeitos, não para vencer por uma causa, mas para garantir que o partido jamais perca o acesso ao poder, independentemente de quem o detenha.
Recentemente, o PSD escancarou sua estratégia de “vender facilidades após criar dificuldades”. Ao filiar nomes como Ronaldo Caiado (GO), Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), Kassab não busca unificar uma proposta para o país, mas sim inflar seu cacife.
Com três presidenciáveis, de espectros distintos de extrema direita ao centro fisiológico, na manga, o partido se dá ao luxo de descartar prévias internas e será os caciques do partido que escolheram o caminho a seguir, aou seja nenhuma democracia partidária, preferindo sempre as articulações de obscuras dos gabinetes.
O triunfo do fisiologísmo e ausência de ideais – a força do PSD não emana de uma conexão com as demandas da sociedade, mas de um fisiologismo matemático. Com o controle de mais de 1.300 prefeituras e estados estratégicos como o Paraná de Ratinho Junior, a legenda se transformou em uma estrutura burocrática gigante que opera na lógica da “geometria variável”:
- À Direita: apoia e integra a gestão bolsonarista de Tarcísio de Freitas em SP e o clientelismo de Nunes na capital paulista.
- À Esquerda: partido ocupa três ministérios no governo Lula.
- No Centro Fisiológico: age como “fundo abutre” sobre os restos do PSDB e descontentes regionais do MDB, União Brasil e PP seus “amigos” do Centrão, que o próprio PSD faz parte.
Essa falta de compromisso com a sociedade e “certa prostituição partidária” define modus operandi. Para o PSD, pouco importa se o país ruma para a direita conservadora ou para a esquerda progressista, desde que as chaves dos cofres e os cargos de confiança permaneçam sob o domínio de Kassab.
Ao manter candidaturas “na manga” até o último segundo, o PSD asfixia o debate político real. A estratégia de não fechar posição serve apenas para que o partido seja o fiel da balança no segundo turno, tornando-se “indispensável” e, consequentemente, mais caro para quem deseja governar.
O que se vê é um partido que se tornou o sucessor espiritual da antiga Arena: fisiológica, clientelística e apoiadora do governo do governo de plantão durante o período militar 1967 a 1981, com uma rede de interesses locais que utilizava a máquina pública como moeda de troca. Para a sociedade, o resultado é um vácuo de representatividade.
Fonte: Gazeta do Povo – Com plano “a” frustrado, Kassab coloca as fichas no trio de governadores – “Rede Kassab” tem palanques estaduais para decidir as eleições de 2026. Texto produzido com auxílio de IA







