Instituições católicas, evangélicas e budistas figuram como credoras de empresa investigada pela PF por gestão fraudulenta
Igrejas, associações e institutos religiosos estão entre as vítimas do colapso financeiro do Grupo Fictor, empresa que entrou em recuperação judicial este mês com dívidas que superam os R$ 4,2 bilhões. O grupo é alvo de investigação da Polícia Federal (PF) por crimes financeiros e gestão fraudulenta.
Pelo menos seis entidades de diferentes vertentes religiosas investiram recursos provenientes de doações de seus fiéis em Sociedades em Conta de Participação (SCPs).
Este modelo de investimento é criticado pela baixa transparência, ausência de seguro financeiro e por não possuir fiscalização direta de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou o Banco Central. As promessas de rendimento da Fictor chegavam a 26% ao ano, taxa considerada atípica para o mercado.
Confira as principais entidades listadas como credoras:
1- Associação Budista Agon Shu investiu R$ 1 milhão nas SCPs da Fictor. A entidade apresenta os ensinamentos de Buda registrados na coletânea de Sutras Agama. A
2- Associação Beneficente Freis Carmelitas Mensageiros aportou R$ 630 mil na Fictor. A comunidade católica localizada no Brooklin, São Paulo. A entidade diz estar presente em 13 paróquias do país. Um dos frades mais famosos do carmelo é o Frei Gilson.
3- Igreja Cristo Salva – Ministério Deus É Fiel investiu R$ 100 mil nas SCPs do grupo. A igreja evangélica fica em um prédio na Vila Santa Catarina, São Paulo.
4- Igreja Evangélica do Povo de Deus, de Jundiaí (SP), aplicou R$ 50 mil em contratos SCPs da Fictor.
5- ONG Celebrando a Recuperação Br investiu R$ 95 mil nas SCPs da Fictor. Com sede em Osasco (SP), a entidade trabalha com programas de recuperação para “maus hábitos, traumas emocionais e compulsões”..
6- Instituto Presbiteriano Piravivo consta na lista de credores da Fictor devido a um contrato de patrocínio no valor de R$ 33 mil. A entidade é vinculada à Igreja Presbiteriana Independente do Jardim Piratininga, na cidade de Osasco.
A crise do Grupo Fictor agravou-se após uma tentativa frustrada de aquisição do Banco Master. Atualmente, a lista de credores abrange cerca de 13 mil pessoas físicas e jurídicas.
Fonte: Metropoles







