Polícia Civil busca por João José Romão, suspeito do crime em um sítio localizado na zona rural de Cássia dos Coqueiros (SP). Carta encontrada diz sobre ciúmes do padrasto em relação a sua enteada e suposto relacionamento negado pela família.
A Polícia Civil do estado de São Paulo investiga o paradeiro de João José Romão, de 44 anos, apontado como o principal suspeito pelo assassinato de sua enteada, Thaís Lorrany Soares Sales, de 21 anos. O corpo da jovem foi encontrado na manhã de segunda-feira (16), em um sítio localizado na zona rural de Cássia dos Coqueiros (SP).
De acordo com informações da Polícia Militar, Thaís foi localizada após familiares, preocupados com a falta de notícias, arrombarem a porta da residência onde ela morava, que estava trancada. A vítima apresentava marcas de tiros nos braços e na cabeça. A perícia técnica, que esteve no local, indicou que os disparos possuem características de um revólver calibre 38.
No local do crime, os agentes encontraram um manuscrito atribuído a João José Romão. No texto, o autor confessa sentir um “ciúme possessivo” da enteada e alega a existência de um suposto relacionamento amoroso entre os dois. A carta ainda menciona a insatisfação do suspeito com a recusa da jovem em manter o envolvimento e revela que ele tentava proibi-la de sair de casa, o que gerava constantes discussões.
As alegações deixadas na carta foram prontamente contestadas pelos parentes da vítima. Caique Altair da Silva, irmão de Thaís, confirmou que o comportamento do padrasto era marcado pelo ciúme excessivo e controle, mas negou veementemente que a irmã tivesse qualquer tipo de relacionamento afetivo com o suspeito. Para a família, o texto é uma tentativa de justificar um crime bárbaro motivado por obsessão.
O caso está sob responsabilidade da Polícia Civil, que trabalha para localizar João José Romão, considerado foragido até a última atualização desta matéria. O material apreendido no sítio, incluindo a carta e vestígios balísticos, passará por análise detalhada para auxiliar na conclusão do inquérito.
Fonte: G1 Ribeirão Preto







