Especialistas defendem reforço das polícias e políticas sociais para evitar avanço do narcotráfico no país
A escalada da violência no México após a morte de Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes, apontado como líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), reacendeu o debate sobre segurança pública na América Latina. A operação contou com apoio de inteligência dos Estados Unidos e foi seguida por uma onda de confrontos que deixou ao menos 25 policiais mortos.
No Brasil, o fortalecimento de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) levanta preocupações semelhantes. Para o professor Ronaldo Carmona, da Escola Superior de Guerra, o uso das Forças Armadas no combate direto ao crime, como ocorre no México, não tem mostrado eficácia e pode desvirtuar a função militar.
Especialistas defendem que o Brasil combine ações imediatas para retomar territórios dominados pelo crime com investimentos em emprego, renda e desenvolvimento nas áreas mais vulneráveis.
O histórico de ataques do PCC em São Paulo, em 2006, é lembrado como exemplo de como o crime organizado pode desafiar o Estado. Para analistas, o cenário mexicano serve como alerta para que o país fortaleça suas estratégias sem repetir erros que ampliem a violência.
Fonte: cnnbrasil.com







