Presidente interino da CVM descreve “alinhamento perverso” para emissão de CDBs com informações falsas ao Banco Central
O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, classificou como um “engana que eu gosto” as fraudes financeiras detectadas no Banco Master. Segundo ele, gestores e investidores tinham um alinhamento perverso que permitia fraudar balanços e manter a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com informações falsas enviadas ao Banco Central.
“Tinha um alinhamento perverso de incentivos entre gestores e investidores para manter uma ficção contábil. É um engana que eu gosto. Por que ele gosta de ser enganado? Porque coloca, no balanço, uma solidez que não tinha e consegue seguir emitindo CDBs”, afirmou Accioly durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
O dirigente da CVM também descreveu o caso como “peculiar”, destacando que o próprio banco trabalhou para superdimensionar fundos nos quais investia, especialmente por meio de fundos exclusivos sem oferta pública.
O Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro, está no centro de investigações da Polícia Federal, que aponta movimentações irregulares de cerca de R$ 12 bilhões por meio da emissão de CDBs fraudulentos. A CAE criou um grupo de trabalho para acompanhar o andamento das apurações.
Fonte: Metrópoles







