Dia 14 da guerra no Oriente Médio marca ataques intensos, queda de avião americano e alta de mais de 40% no preço do barril de Brent
O dia 14 da guerra no Oriente Médio trouxe novos sinais de escalada e nenhuma perspectiva de trégua. Estados Unidos e Israel mantêm ataques em todo o território, enquanto o Irã responde com ações próprias e mantém o Estreito de Ormuz praticamente fechado, afetando cerca de 20% do fluxo global de petróleo.
Nesta quinta-feira (13), a França registrou sua primeira baixa no conflito: um militar morto e seis feridos em ataque de drones a uma base no Curdistão iraquiano. A ofensiva foi reivindicada por uma milícia xiita pró-Irã. No mesmo dia, um avião americano de abastecimento caiu no Iraque; quatro dos seis tripulantes foram mortos. Washington atribuiu o acidente a problemas técnicos, apesar de reivindicações de milícias locais.
No Irã, manifestações do “Dia de Quds”, instituído pelo aiatolá Khamenei, acontecem enquanto colunas de fumaça surgem devido aos ataques de Israel. O clima de tensão influencia diretamente os mercados: o preço do barril do Brent ultrapassou os 100 dólares, mais de 40% acima do valor antes do início do conflito.
Países da Agência Internacional de Energia liberaram 400 milhões de barris de estoques estratégicos, mas a medida não foi suficiente para conter a disparada. Os Estados Unidos suspenderam temporariamente sanções sobre o petróleo russo, beneficiando Moscou em meio à alta global.
Na Europa, a escalada pressiona ainda mais a economia, afetando diretamente os consumidores. O preço médio do diesel, que estava em 1,70€, saltou para cerca de 2,00€. A TotalEnergies, maior petrolífera francesa, anunciou teto de 2,09€ nos preços do diesel até o fim do mês em todos os seus postos.
Fonte: band.com.br







