Investigação aponta uso de mísseis americanos em ataque à escola Shajareh Tayyebeh; ONU e Congresso Americano exigem apuração rigorosa.
Passadas duas semanas do início das hostilidades envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o cenário internacional permanece em choque com o bombardeio à escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do território iraniano.
O ataque, ocorrido no primeiro dia do conflito (28 de fevereiro), resultou em uma tragédia humanitária de proporções devastadoras: de acordo com o embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, mais de 150 crianças morreram no bombardeio.
O bombardeio aconteceu por volta das 10h45 (horário local). Embora o alvo oficial fossem bases militares próximas, o complexo educacional, que abrigava unidades feminina e masculina, foi severamente atingido. Segundo o Crescente Vermelho, o total de mortos chega a 175 pessoas, número que já é citado por órgãos como o Unicef e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
O episódio gerou uma crise política para o governo de Donald Trump, que enfrenta pressão de parlamentares democratas e da comunidade internacional.
“Escolas são alvos civis protegidos pelo Direito Internacional Humanitário, desde que não abriguem tropas nem sejam usadas como centros de comando militar“, explica Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais pelas universidades de Estrasburgo e Groningen.
Apesar da gravidade, Fancelli ressalta que, mesmo que o ataque seja configurado como crime de guerra, dificilmente os Estados Unidos sofreriam sanções internacionais severas devido ao seu peso político nas instituições globais.
Fonte:> O Globo







