A proposta aprovada pela Amupe orienta gestores a limitar pagamentos, mas não impede valores maiores dependendo da situação financeira do município
Durante a reunião da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realizada nesta terça-feira, os prefeitos presentes aprovaram um teto de R$ 350 mil para o pagamento de cachês a artistas contratados para festas públicas em 2026. A decisão foi baseada em pesquisa com 149 gestores, dos quais 143 concordaram com a padronização dos valores. Apesar da recomendação, o limite não é obrigatório, podendo ser ultrapassado conforme a saúde financeira da prefeitura.
Segundo levantamento da Amupe, apenas 1% dos cachês pagos no ano passado superaram R$ 600 mil, enquanto a média geral ficou entre R$ 200 mil e R$ 250 mil, de acordo com o blog do Dantas Barreto.
O procurador do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), José Paulo Cavalcante Xavier, presente na reunião, esclareceu que a iniciativa tem caráter orientativo, com o objetivo de proteger as finanças municipais e a própria gestão dos prefeitos. Ele sugeriu que os gastos com artistas, principalmente nas festas juninas, considerem reajustes com base no IPCA em relação a 2025, evitando que os cachês sejam inflacionados e garantindo justificativas para valores adicionais. As sugestões foram aprovadas pelos prefeitos.
O novo presidente da Amupe, Pedro Freitas, destacou que a medida não retira a autonomia das prefeituras, lembrando que cidades maiores podem contratar artistas mais caros e que patrocínios privados não entram no limite de R$ 350 mil.
Fonte: Magno Martins







