Ação da Polícia Federal prende 24 pessoas e bloqueia até R$ 70 milhões de organização com atuação interestadual
Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (18) desarticulou um grupo criminoso ligado ao Comando Vermelho que atuava como braço da facção no interior paulista. Segundo as investigações, a organização tinha ramificações em outros estados e participava de diferentes etapas do tráfico de drogas e armas.
De acordo com as autoridades, o grupo operava em diversas cidades do interior de São Paulo e mantinha conexões com Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Os investigados atuavam desde a distribuição até a comercialização de entorpecentes, além de envolvimento com o tráfico internacional de drogas e armas.
Segundo o coronel Cleotheos Sabino, comandante da Polícia Militar, todos os envolvidos tinham funções específicas dentro da organização, incluindo venda, logística e participação direta nas atividades criminosas. As investigações também apontaram que os criminosos modificavam a maconha para versões mais potentes, aumentando o lucro e reduzindo o volume transportado, o que dificultava a fiscalização.
Outro ponto identificado foi o uso de empresas para lavagem de dinheiro. Mais de 20 negócios são suspeitos de participação no esquema, entre eles uma loja de veículos localizada em Rio Claro.
A Justiça autorizou 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão, além do bloqueio de cerca de 150 contas bancárias, com valores que podem chegar a R$ 70 milhões. Até o momento, 24 pessoas foram presas. Durante o cumprimento das ordens judiciais, houve ainda quatro prisões em flagrante por tráfico de drogas e duas por obstrução de justiça, após suspeitos destruírem celulares.
A investigação teve início após a prisão de um suspeito em Araras, que revelou conexões com o crime organizado do Rio de Janeiro. A partir dessas informações, a Polícia Federal aprofundou o trabalho e identificou toda a estrutura da organização.
O delegado-chefe da PF em Campinas, André Ribeiro, afirmou que as investigações continuam. Segundo ele, o objetivo é identificar novos integrantes e desarticular completamente a atuação do grupo na região.
Fonte: g1.globo.com







