Apuração mira possível fraude sofisticada e tenta esclarecer se ex-presidente do Banco Central foi induzido a erro
A Polícia Federal abriu investigação para apurar a atuação de Roberto Campos Neto em decisões que autorizaram a venda e a reestruturação de ativos relacionados ao Banco Master. O inquérito busca entender se houve participação consciente nas irregularidades ou se o ex-dirigente teria sido levado a erro por integrantes da própria instituição.
De acordo com informações divulgadas pelo colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, há indícios de que diretores do banco possam ter recorrido a documentos adulterados e assinaturas falsificadas para encobrir fragilidades financeiras durante o processo de aprovação das operações.
As investigações indicam a existência de um esquema considerado complexo, estruturado para burlar mecanismos de controle e auditoria do sistema financeiro. A suspeita é de atuação coordenada entre agentes públicos e privados para viabilizar as operações sob análise.
Neste momento, a Polícia Federal concentra esforços no cruzamento de comunicações internas e na análise de arquivos digitais, com o objetivo de reconstruir o fluxo de decisões e identificar eventuais responsabilidades.
Entre os investigados está Daniel Vorcaro, que foi preso no decorrer das apurações. A participação dele é considerada relevante para o avanço das investigações.
O desfecho do caso é visto como crucial para a credibilidade das instituições reguladoras, já que envolve possíveis falhas em processos de supervisão e autorização de operações de grande impacto no sistema financeiro nacional.
Fonte: agendadopoder.com.br







