Mesmo após bombardeios, país segue lançando mísseis e drones, levantando dúvidas sobre eficácia das ações militares
Quase um mês após o início da guerra, o Irã segue realizando ataques contra Israel e países do Golfo, contrariando declarações dos Estados Unidos e de Israel de que sua capacidade militar teria sido praticamente destruída.
Nas últimas semanas, novos bombardeios iranianos deixaram feridos e evidenciaram que o país ainda possui poder de fogo relevante. Especialistas afirmam que os ataques internacionais causaram danos, mas não foram suficientes para eliminar o arsenal. A capacidade de lançamento foi reduzida, porém permanece ativa.
Analistas também identificam uma mudança na estratégia iraniana. No início do conflito, o país lançou grande volume de mísseis e drones com baixa precisão. Com o passar dos dias, houve queda no número de disparos, mas aumento na taxa de acerto, indicando maior eficiência nas operações.
Antes da guerra, estimativas apontavam que o Irã possuía milhares de mísseis, além de um dos maiores arsenais de drones do Oriente Médio. Esses equipamentos, especialmente os modelos de baixo custo, são considerados difíceis de interceptar e permitem ataques frequentes com menor impacto financeiro.
Mesmo com perdas provocadas por bombardeios, o país ainda mantém capacidade de reposição, principalmente de drones. Já a produção de mísseis, mais complexa, pode ter sido afetada, embora existam indícios de que instalações sigilosas e bases subterrâneas continuem operando.
Diante desse cenário, especialistas avaliam que é improvável a eliminação total do programa militar iraniano no curto prazo. A continuidade dos ataques reforça que o país segue como uma ameaça ativa e capaz de sustentar o conflito.
Fonte: dw.com







