Busca por renda maior e autonomia faz empreendedorismo crescer, mas especialistas alertam para riscos da informalidade
Quase metade dos empreendedores brasileiros pertence à classe C, segundo estudo do Instituto Locomotiva em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O empreendedorismo deixou de ser apenas alternativa emergencial e passou a ser visto como caminho para ascensão social.
De acordo com a gerente do Sebrae São Carlos, Ariane Canellas, o alto custo de vida tem levado muitas pessoas a investir no próprio negócio em busca de mais renda e flexibilidade.
Dados mostram que o Brasil abriu mais de 5,1 milhões de empresas em 2025, com predominância de pequenos negócios. Atualmente, cerca de 47 milhões de brasileiros atuam em atividades empreendedoras, principalmente no setor de serviços.
O economista Euzébio de Sousa, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, alerta que nem todo CNPJ representa empreendedorismo estruturado. Ele destaca o avanço da pejotização e do empreendedorismo por necessidade, muitas vezes ligados à falta de emprego formal.
Segundo especialistas, o desafio é transformar esses negócios em iniciativas sustentáveis, capazes de gerar renda e desenvolvimento econômico.
Fonte: saocarlosagora.com.br







