Levantamento aponta concentração de recursos em internações e levanta críticas sobre impacto no SUS
A política sobre drogas no estado de São Paulo tem concentrado recursos majoritariamente em comunidades terapêuticas. Um levantamento da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial mostra que 95% dos R$ 98 milhões destinados à área foram aplicados nesses serviços.
O estudo indica ainda que o valor representa um aumento de 85% em relação ao ano anterior. A entidade critica o modelo adotado, afirmando que ele prioriza instituições ligadas as igreja evangélicas com abordagem baseada na abstinência e com práticas questionadas, além de falta de transparência nas prestações de contas.
O governo estadual, liderado por Tarcísio de Freitas, divulgou números diferentes e afirma ter investido R$ 53,7 milhões. A gestão também anunciou a criação de complexos com dezenas de unidades de acolhimento e cerca de mil atendidos.
Para o diretor da IDMJR, Fransergio Goulart, a política atual pode enfraquecer o Sistema Único de Saúde, já que serviços como os Centros de Atenção Psicossocial, voltados à redução de danos, recebem menos recursos.
Fonte: Metrópoles SP







