A taxa de desemprego registrada é a menor para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012, reforçando a resiliência do mercado de trabalho brasileiro.
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, ante 5,8% no período anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar da alta, o cenário do mercado de trabalho segue positivo, com sinais consistentes de melhora na qualidade das vagas e avanço da renda dos trabalhadores.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o início do ano foi marcado por uma redução no ritmo de crescimento da informalidade, estabilidade na taxa de subocupação e ausência de aumento no número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego. Ao mesmo tempo, a massa de rendimentos atingiu nível recorde, sustentada por um contingente elevado de trabalhadores ocupados.
Outro destaque é que, mesmo com a elevação na comparação trimestral, a taxa de desemprego registrada é a menor para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012, reforçando a resiliência do mercado de trabalho brasileiro.
Segundo a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, o aumento no desemprego é explicado, principalmente, por fatores sazonais. No começo do ano, é comum a dispensa de trabalhadores temporários contratados no fim do ano anterior, especialmente no setor de comércio, que concentra maior demanda durante o período de festas.
Ainda assim, o país mantém um patamar elevado de ocupação, com mais de 100 milhões de pessoas empregadas. A leve redução observada no número de ocupados ocorreu, sobretudo, entre trabalhadores de menor renda, o que contribuiu para preservar o volume total de rendimentos.
“O mercado de trabalho continua mostrando capacidade de gerar uma massa de rendimento recorde, mesmo diante de oscilações pontuais”, destacou Beringuy, reforçando o ambiente de estabilidade e fortalecimento gradual das condições de emprego no país.
Fonte: Valor Econômico







