Em fala contundente na Câmara, parlamentar relata reunião onde secretário teria afirmado que sua função é “representar o prefeito”, ignorando demandas da população enviadas por vereadores oposicionistas.
Durante a última sessão ordinária da Câmara Municipal de Porto Ferreira, realizada no dia 11 de maio de 2026, o vereador Matheus Ribaldo utilizou o espaço da palavra livre para manifestar sua profunda indignação com a postura da Secretaria de Meio Ambiente e Zeladoria. O parlamentar relatou detalhes de uma reunião ocorrida na semana anterior, na qual o secretário da pasta teria admitido critérios políticos para a execução de serviços públicos essenciais.
O bloqueio às indicações da oposição – segundo Ribaldo, ao apresentar indicações simples — como pedidos de coleta de resíduos e poda de árvores — ele foi confrontado com uma declaração direta do secretário. De acordo com o relato do vereador, o chefe da pasta afirmou que, “por ele, nenhuma indicação dos vereadores da oposição era atendida”. O parlamentar citou nominalmente os colegas que estariam sendo prejudicados por essa diretriz: além dele próprio, os vereadores Rodrigo, Thaís, Felipe e Priscila.
Para Ribaldo, essa postura é inaceitável, uma vez que as indicações parlamentares não são desejos pessoais, mas sim demandas diretas dos cidadãos. “Eu não fico pra rua caçando problema (…) a maior parte da demanda que chega até nós é a própria população que passa pra gente”, rebateu o vereador, ressaltando que sua própria residência conta com infraestrutura adequada, mas que o restante da população de Porto Ferreira sofre com a falta de atendimento.
Representação política x Execução técnica – outro ponto central da crítica de Ribaldo foi a justificativa dada pelo secretário para a seletividade nos serviços. O secretário teria dito que sua função ali era “representar o prefeito” e que, por isso, faria o que o chefe do Executivo pedisse, justificando o não atendimento às denúncias e fiscalizações da oposição.
O vereador contestou veementemente essa visão de gestão pública. “A função dele ali não é representar o prefeito. Para isso, o prefeito deve ter os assessores, tem o vice-prefeito”, afirmou Ribaldo, defendendo que um secretário deve trabalhar em nome da pasta e focar na execução técnica do serviço para o qual é remunerado.
Diante do que classificou como “questão política”, o vereador prometeu adotar a mesma moeda no diálogo com a comunidade. Matheus Ribaldo afirmou que passará a informar diretamente aos munícipes que o procuram quem é o responsável pela falta de zeladoria: “Eu deixo claro que quando não é feita a indicação, eu falo pra pessoa que me procurou (…) que quem não quis fazer foi o prefeito”.
O parlamentar finalizou seu discurso pedindo que tanto o prefeito quanto o secretário repensem a atual postura, reforçando que a maior prejudicada com a falta de atendimento às indicações não é a oposição, mas a própria população que elegeu os representantes da cidade.
Fonte: Cãmara de Veraedores de Porto Ferreira







