Projeto oferece próteses personalizadas para pacientes mastectomizadas e pretende ampliar atendimento gratuito
Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo, estão utilizando inteligência artificial, escaneamento 3D e impressão aditiva para criar próteses mamárias personalizadas destinadas a mulheres que passaram pela retirada parcial ou total das mamas durante o tratamento contra o câncer.
O projeto, chamado Protema, busca oferecer uma alternativa mais confortável, acessível e anatômica para pacientes que aguardam pela reconstrução mamária ou que não podem realizar a cirurgia.
A aposentada Marciana Menezes Feitosa é uma das mulheres atendidas pela iniciativa. Após descobrir o câncer em uma mamografia de rotina, ela precisou retirar parte da mama direita e encontrou no projeto uma forma de recuperar a autoestima e melhorar a qualidade de vida.
Segundo o coordenador do projeto, professor Odemir Martinez, a proposta surgiu diante da falta de próteses personalizadas disponíveis no mercado. A inteligência artificial é usada para transformar imagens e medidas das pacientes em modelos digitais que são produzidos em impressoras 3D.
Os modelos atuais utilizam polímeros flexíveis, semelhantes aos materiais usados em capas de celular, garantindo mais conforto e evitando contato direto com a área operada.
A estudante Manuela de Oliveira explicou que o processo envolve escaneamento da mama não afetada, análise das medidas e impressão individualizada para cada paciente.
Desde outubro, o Protema já atendeu gratuitamente 25 mulheres com próteses produzidas em três impressoras 3D. A expectativa é ampliar o número de equipamentos e futuramente levar o atendimento para todo o Brasil.
Mulheres interessadas podem entrar em contato com o Instituto de Física da USP de São Carlos pelo telefone (16) 3373-9878.
Fonte: g1.globo.com







