Fabiana Maria de Souza, de 51 anos, seguia para o trabalho quando foi atingida por um cabo que estava pendurado sobre a via; caso é investigado pela Polícia Civil e pela CPFL
A morte da motociclista Fabiana Maria de Souza, de 51 anos, gerou comoção e revolta entre familiares e amigos em Ribeirão Preto (SP). A mulher perdeu a vida na madrugada de domingo (21) após ser atingida por um cabo solto que estava sobre a pista no cruzamento da Avenida Portugal com a Rua Orlando Silva. O acidente foi registrado por câmeras de segurança.
Durante o velório realizado nesta segunda-feira (22), parentes da vítima cobraram esclarecimentos das autoridades sobre as circunstâncias que permitiram que a estrutura permanecesse em situação de risco em uma das vias de grande circulação da cidade.
Segundo familiares, Fabiana trabalhava como atendente em uma padaria e estava a caminho do serviço quando foi surpreendida pelo cabo, que atingiu a região do pescoço e provocou sua queda da motocicleta. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas a morte foi constatada ainda no local.
A prima da vítima, Carolina Silva Souza, afirmou que é necessário identificar os responsáveis pela situação e adotar medidas para evitar novas tragédias. Segundo ela, o cabo estava pendurado em uma via movimentada e representava um risco evidente para motoristas e motociclistas.
Fabiana deixa um filho de 17 anos. Em meio à dor da perda, familiares lamentaram o fato de ela ter saído de casa para trabalhar e não ter retornado.
A Polícia Científica realizou perícia no local e, após os procedimentos técnicos, a motocicleta foi liberada para o irmão da vítima. O caso foi registrado pela Polícia Civil, que conduz as investigações para esclarecer as circunstâncias do acidente.
Moradores da região relataram que o cabo teria se desprendido de um poste e permanecido suspenso sobre a rua antes da ocorrência. A informação, entretanto, ainda será analisada durante a apuração oficial.
Em nota, a CPFL Paulista informou que os cabos envolvidos não pertencem à rede de distribuição de energia elétrica, mas sim à infraestrutura utilizada por empresas de telecomunicações. A concessionária afirmou que trabalha para identificar a operadora responsável pelo equipamento e destacou que a manutenção desses cabos cabe às empresas que utilizam os postes.
Além da investigação da Polícia Civil, a própria CPFL realiza um levantamento para esclarecer o caso e auxiliar na identificação dos responsáveis.
Fonte: g1.globo.com







