Após post polêmico do presidente do PSD Gilberto Kassab, governador de SP decide que é melhor evitar a fadiga e o carimbo de “traidor” da família Bolsonaro.
O drama político brasileiro ganhou mais um capítulo digno de novela mexicana, com direito a indiretas em redes sociais, ciúmes eleitorais e aquela clássica dor de barriga de última hora. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), resolveu dar o famoso “migué” e não vai mais dar as caras na convenção do PSD, marcada para este domingo (26).
O evento, que seria apenas o palco para oficializar a candidatura do goiano Ronaldo Caiado à Presidência da República, acabou virando um campo minado de melindres partidários.
O estopim para a desistência de Tarcísio foi uma postagem do marqueteiro-mor e mestre dos magos da política nacional, Gilberto Kassab. Contrariado com as movimentações, o governador paulista fez as contas e percebeu que aparecer na festa de um crítico ferrenho do bolsonarismo poderia pegar meio mal no grupo do WhatsApp da família Bolsonaro.
- Opção A: ir ao evento de Caiado, comer um salgadinho, ser educado e ser imediatamente carimbado como “traidor da pátria” pela ala raiz da extrema-direita.
- Opção B: ficar em casa assistindo à TV e fingir que esqueceu o compromisso, mantendo o selo de “menino prodígio e leal” do ex-presidente.
A preocupação de Tarcísio é que sua presença no palco de Caiado passasse a péssima impressão de falta de comprometimento com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Afinal, no ecossistema político atual, dar um “oi” para o adversário equivale a assinar um termo de confissão de alta traição.
“Como assim você vai no aniversário do menino que fala mal do meu pai?” — resume bem o espírito nos bastidores das alianças para a disputa presidencial.
Entre um climão com Kassab e uma bronca dos bolsonaristas, Tarcísio preferiu o conforto do sofá. A convenção de Caiado segue em frente, mas agora com uma cadeira vazia e um prato de docinhos a mais para a organização distribuir.
Fonte: UOL







