Documento do Ministério Público alerta sobre os perigos da invasão do crime em concessionárias e licitações de serviços essenciais
Um relatório de 169 páginas entregue pelo Ministério Público do Estado de SP à Justiça expõe como uma facção criminosa conseguiu dominar uma empresa de transporte urbano na capital paulista.
O memorial do Processo UPBus, assinado por seis integrantes do Gaeco, serve como um aviso sobre o risco de o poder público entregar concessionárias, hospitais, creches e escolas a grupos associados ao crime organizado.
A investigação, que integra as apurações da Operação Fim de Linha, deflagrada em abril de 2024, aponta que o Primeiro Comando da Capital tomou conta do transporte na zona leste por meio de empresas formadas por antigas cooperativas de perueiros.
Para viabilizar a entrada da empresa na licitação municipal, o grupo lavou R$ 20,8 milhões vindos do comércio de drogas, contando com a colaboração de vários escritório de advocacias.
Mesmo após a concessionária virar alvo da Operação Ataraxia em julho de 2022, a Prefeitura de São Paulo manteve a relação contratual. Posteriormente, assinou dois novos contratos e repassou R$ 119 milhões à empresa, que chegou a faturar R$ 88 milhões no mesmo ano e operar 160 veículos.
Fonte: Estadão







