Polícia Civil cumpriu mandados em oito cidades e encontrou indícios de planos envolvendo explosivos e instituições como o Palácio do Planalto
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal identificou grupos que planejavam, pela internet, ataques violentos contra políticos e prédios públicos em Brasília. Os envolvidos utilizavam grupos restritos no Telegram para compartilhar mensagens extremistas, instruções sobre explosivos e informações sobre possíveis alvos.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, um dos grupos reunia mais de 600 integrantes. Os participantes considerados mais radicalizados eram direcionados a um grupo restrito, com 46 pessoas, onde circulavam instruções para a fabricação de explosivos, coquetéis Molotov e planejamento de possíveis ataques.
Entre os principais alvos estaria o Palácio do Planalto. A investigação também identificou mapas e plantas de prédios como ministérios, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Os integrantes ainda discutiam um possível ataque ao local onde ocorreria o debate do segundo turno das eleições.
Um relatório do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, apontou elevado grau de periculosidade no conteúdo compartilhado, com incentivo à violência, ideologia neonazista, misoginia e planejamento de ações com explosivos.
Na última terça-feira (4), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Computadores e celulares apreendidos serão analisados para identificar outros envolvidos e verificar a extensão dos planos.
Os investigados podem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime. A investigação continua.
Fonte: g1.globo.com







