O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ligado ao Governo Federal, divulgou, nesta quarta-feira (12), que obteve um lucro líquido recorrente de R$ 17,1 bilhões ao longo dos primeiros seis meses do ano atual.
Esse desempenho financeiro equivale a uma expansão de 25% quando confrontado com o primeiro semestre do ano anterior. O indicador recorrente desconsidera eventos excepcionais que não possuem previsão de repetição.
Quando analisado o intervalo acumulado de 12 meses, o saldo positivo recorrente também atingiu a marca de R$ 17,1 bilhões, o que estabelece um novo ápice histórico para a empresa pública.
A rentabilidade do banco, mensurada pelo Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) recorrente, situou-se em 19,2%, o que representa um acréscimo de 0,4 ponto percentual em relação aos primeiros seis meses de 2025.
O montante global de créditos autorizados e de operações com garantias subiu 19% na comparação interanual, totalizando R$ 154 bilhões aportados na economia, dos quais R$ 43,4 bilhões corresponderam a garantias.
As consultas por novos financiamentos, que marcam o início do processo de solicitação de recursos junto à instituição, deram um salto de 72% e atingiram R$ 237,7 bilhões. A partir desse volume de requisições, o banco autorizou R$ 110,6 bilhões, volume que supera em 52% o patamar registrado no mesmo intervalo de 2025.
Os segmentos que lideraram a expansão nas autorizações de recursos foram a infraestrutura e o agronegócio.
- Infraestrutura: teve uma elevação de 91%, alcançando R$ 46 bilhões em créditos validados.
- Agropecuária: cresceu 46% e movimentou R$ 24,8 bilhões.
- Indústria: registrou um incremento de 24%, com R$ 22,5 bilhões aprovados.
- Comércio e serviços: somaram R$ 17,3 bilhões, com variação positiva de 27%.
Apoio histórico a pequenos negócios – as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) receberam um volume inédito de aprovações de crédito para o período, somando R$ 108,2 bilhões nos primeiros seis meses do ano, o que representa uma alta de 22% frente ao ano passado.
Dessa quantia direcionada ao segmento, R$ 64,8 bilhões foram referentes a linhas de crédito diretas e indiretas, enquanto R$ 43,4 bilhões foram viabilizados por meio de avais concedidos por fundos garantidores em transações intermediadas por parceiros financeiros.
Fonte: Folha de S. Paulo







