Declarações genocídas de Itamar Ben-Gvir geram repercussão enquanto governos do Oriente Médio e Ásia condenam postura de Israel sobre plano de paz
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu abertamente a execução diária de palestinos e a reocupação total da Faixa de Gaza. As declarações foram dadas durante participação em um podcast comandado pelo ex-refém do Hamas, Rom Braslavski.
Na entrevista, o ministro criticou a desaceleração das operações militares israelenses e defendeu uma linha de ação ainda mais agressiva na região:
- Execuções diárias: Ben-Gvir sugeriu a realização de “30 a 40 assassinatos seletivos por noite” em Gaza, afirmando que no território há pessoas que “não merecem viver” e “nem sequer são pessoas”.
- Expansão territorial e emigração forçada: o líder do partido Poder Judaico defendeu a restauração dos assentamentos judaicos desmantelados em 2005 e o incentivo à saída dos palestinos, declarando imaginar “toda Gaza” sob o domínio de Israel.
As falas de Ben-Gvir evidenciam o descontentamento de uma ala do governo israelense com a recente redução das investidas militares em Gaza promovida pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. A desaceleração ocorre em meio a negociações diplomáticas lideradas por enviados dos Estados Unidos para a implementação de um plano de paz.
Paralelamente, a rejeição do plano de paz por parte do governo de Netanyahu provocou forte reação internacional. Na semana passada oito nações: Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão emitiram uma condenação conjunta à postura de Israel, no mesmo momento em que mediadores do conflito se reuniam no Egito com representantes norte-americanos.
A conduta de Ben-Gvir, responsável pela supervisão do sistema prisional e da polícia israelense, já vinha sendo alvo de críticas intensas. O ministro costuma se orgulhar do enrijecimento das condições de custódia de prisioneiros palestinos, contexto em que se multiplicam relatos de abusos, além de liderar projetos legislativos controversos, como a proposta de pena de morte exclusiva para palestinos condenados por atos de terrorismo, deixando os israelenses livre dessa pena cometendo atos semelhantes.
Fontes: Folha de S Paulo e AlJazeera







