Maria Tereza Cabrera Bellini foi sentenciada a 17 anos e seis meses de prisão por crimes cometidos contra pacientes em 2014; outros condenados também foram presos
A médica Maria Tereza Cabrera Bellini, condenada a 17 anos e seis meses de prisão por tortura em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos de Ribeirão Preto (SP), continua foragida. As autoridades fizeram buscas em endereços ligados à psiquiatra, mas não conseguiram encontrá-la.
Maria Tereza era sócia da irmã, Marluci Cabrera Bellini Henares, e do cunhado, Djalma Antonio Henares Junior, além de atuar como responsável técnica pela clínica. Segundo o Ministério Público, ela tinha conhecimento do uso de medicamentos controlados para manter pacientes sedados e teria intimidado internos para impedir denúncias.
As investigações começaram em 2014, após ex-internos e familiares relatarem agressões, amarrações, castigos psicológicos e uso forçado de medicamentos. Em uma operação realizada em agosto daquele ano, dez pacientes foram retirados do local e foram apreendidos pedaços de madeira, cordas e faixas.
Ao longo do processo, 24 ex-internos prestaram depoimento e relataram diferentes formas de violência. O caso se prolongou por mais de uma década até chegar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em junho de 2026, o STJ confirmou as condenações. Com o fim dos recursos, a Justiça expediu os mandados de prisão contra os envolvidos.
Djalma e Marluci foram presos em Portugal após serem incluídos na lista de procurados da Interpol e são alvos de pedido de extradição. Outro condenado, Angelo Bellini Neto, foi localizado e preso em Cravinhos (SP).
Maria Tereza, que atuava como psiquiatra em Ribeirão Preto e Cravinhos, permanece procurada pelas autoridades.
Fonte: g1.globo.com







