Exame do IML apontou ato libidinoso e lesões em menino de 5 anos; Procuradoria da Câmara pede afastamento ou remanejamento do servidor durante investigação.
Uma criança de 5 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), é vítima de uma investigação sobre possível abuso sexual dentro de uma escola municipal de Divinolândia (SP). O principal suspeito é um Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI) que trabalhava na unidade.
A família passou a desconfiar da situação após perceber mudanças no comportamento do menino e ouvir queixas frequentes de dores. Segundo a mãe, a criança relatou que o funcionário teria tocado sua região íntima durante um atendimento no banheiro.
A mãe afirmou ainda que repetiu a conversa com o filho no dia seguinte e registrou o relato. Ela procurou a direção da escola, mas disse ter recebido como resposta que o menino seria “muito mentiroso” e que seria necessário aguardar para verificar se ele repetiria a mesma história.
Um exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), em 6 de agosto, apontou que a criança sofreu ato libidinoso e apresentava lesões na região anal.
Mesmo após o resultado do exame, segundo a família, o servidor permaneceu na escola. A mãe também questionou a direção sobre a presença dos auxiliares em espaços coletivos da unidade e recebeu a informação de que funcionários e professores estariam no pátio durante atividades escolares.
Diante da situação, a Procuradoria da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Divinolândia solicitou à Prefeitura o afastamento ou o remanejamento do servidor enquanto as investigações estiverem em andamento.
A procuradora Thaisi Gabrielli Trevisan afirmou que a atuação do Legislativo não busca determinar a culpa do funcionário, mas garantir a proteção da criança e evitar possíveis novos contatos durante a apuração.
Segundo a Procuradoria, até o momento houve a troca do profissional que acompanhava individualmente o aluno, mas o servidor investigado continuaria trabalhando no ambiente escolar. Diante da ausência de uma resposta considerada suficiente sobre o afastamento, a Procuradoria informou que pretende encaminhar uma representação ao Ministério Público.
O Ministério Público Estadual informou que o servidor segue em exercício na rede municipal de ensino e estabeleceu prazo de 30 dias para acompanhar o andamento das investigações antes de avaliar novas providências.
A Prefeitura de Divinolândia declarou que adotou medidas para proteger a criança e os demais alunos, mas não detalhou quais providências foram tomadas nem informou se o servidor permanece trabalhando na rede municipal. O município também destacou a necessidade de preservar o sigilo do caso, a proteção da criança e a presunção de inocência do funcionário até a conclusão das investigações.
Fonte: g1.globo.com







