Investigado teria recebido pagamentos por pinturas personalizadas e interrompido o contato com clientes; polícia já identificou ao menos dez possíveis vítimas
A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP), um artista plástico de 54 anos investigado por supostos golpes relacionados à venda de pinturas personalizadas. O caso é apurado como estelionato.
Conforme a investigação, o homem oferecia pelas redes sociais a produção de quadros feitos a partir de fotografias enviadas pelos interessados. Os serviços custavam entre R$ 500 e R$ 600. Depois de receber os pagamentos, entretanto, ele não teria enviado as obras e deixado de manter contato com parte dos clientes.
O investigado foi identificado como Francisco Alberto Scarpellini Priolli, que morava em Barretos (SP). Segundo a Polícia Civil, as ocorrências podem ter atingido moradores de diferentes municípios da região. Até agora, dez pessoas procuraram as autoridades para relatar prejuízos.
As apurações apontam ainda que o suspeito buscava informações sobre os clientes e seus familiares em perfis nas redes sociais. A estratégia teria sido utilizada para criar proximidade e transmitir maior confiança durante as negociações.
Nas conversas realizadas por aplicativos de mensagens, o artista dizia aos compradores que residia em Uberlândia (MG) e que os pedidos seriam enviados a partir daquela cidade.
Após a confirmação dos pagamentos, segundo os relatos reunidos pela polícia, os clientes deixavam de receber respostas e não tinham as encomendas entregues.
Em depoimento, de acordo com o delegado Gustavo Coelho, o investigado afirmou que os trabalhos não foram concluídos por causa de problemas e atrasos envolvendo fornecedores.
A prisão foi realizada com base em um mandado de prisão preventiva determinado pela Justiça. Além disso, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao caso.
Durante a operação, foram recolhidos celulares, equipamentos de informática, documentos e registros de conversas. O material será analisado pela Polícia Civil e poderá contribuir para esclarecer a extensão das suspeitas e verificar a existência de outras possíveis vítimas.
O investigado deverá passar por audiência de custódia. Até a última atualização, a defesa não havia sido localizada.
Fonte: g1.globo.com







