Cerca de 400 trabalhadores vivem a expectativa do leilão para poder receber seus direitos trabalhistas
A Primeira Vara da Justiça Civel de Porto Ferreira deve publicar, em outubro deste ano, o edital de leilão dos bens da massa falida da Cerâmica Porto Ferreira, entre eles cinco imóveis de grande porte e muita sucata. A empresa paralisou sua produção em agosto de 2023 e não pagou os direitos trabalhistas de nenhum dos 400 funcionários que trabalharam até o final de suas atividades.
A empresa atuava na produção de pisos de alta qualidade e tinha como principal mercado a construção civil e concorria com grandes empresas da Santa Gertrudes, na Região de Rio Claro.
Os operários conseguiram, na Justiça, receber apenas o FGTS que foi depositado até 2017 (após este prazo a empresa cessou os depósitos de todos os trabalhadores) e o seguro-desemprego.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas e Vidreiros de Porto Ferreira (Sindivico), Sérgio Teodoro, afirma que é lamentável que uma empresa com a força e a tradição da Cerâmica Porto Ferreira tenha chegado a esta situação.
“A única coisa que explica tudo isso é a má gestão. Não adianta culpar o governo federal, pois a construção civil está bombando. O governo federal vem construindo milhões de casas. O governo passou prometeu a Casa Verde Amarela e não fez nenhuma. Se fosse problema do governo federal todas as cerâmicas voltadas para a produção de piso também quebrariam, o que não ocorreu”, afimra ele.
Foto – Divulgação
Fonte: São Carlos Agora – Marco Rogério







