Júri condenou Yuri Vinícius de Almeida Malta pela morte de um homem de 47 anos; defesa pretende recorrer da decisão
O ex-policial militar Yuri Vinícius de Almeida Malta foi condenado a 33 anos de prisão pela morte de Breno Gomes Huescar, de 47 anos, em Ribeirão Preto (SP). A decisão foi tomada nesta segunda-feira (28), durante julgamento realizado pelo Tribunal do Júri no Fórum da cidade.
O homicídio aconteceu em 28 de dezembro de 2022, na entrada de uma comunidade no Jardim Jandaia, na Zona Norte. Conforme a acusação apresentada no processo, Breno foi atingido por cinco disparos, sendo quatro na região do abdômen e um nas costas.
Os jurados consideraram Malta culpado por homicídio qualificado, levando em consideração o motivo apontado pela acusação e o fato de a vítima ter tido sua possibilidade de defesa dificultada. A Justiça também decidiu manter a prisão preventiva do ex-PM.
Investigação aponta suspeita de atuação em grupo de extermínio
O Ministério Público e a Polícia Civil investigam a possível participação de Malta em um grupo de extermínio que teria atuado em Ribeirão Preto e cidades da região. Relatórios policiais citados no processo apontam suspeitas de envolvimento em 16 homicídios e seis tentativas de homicídio.
Durante as investigações sobre a morte de Breno, uma fotografia do corpo da vítima foi encontrada no celular do ex-policial. A imagem estava acompanhada da frase “A noite terminou assim”, elemento apresentado pela acusação durante o julgamento.
Exames periciais também fizeram parte das provas analisadas no processo. Segundo a acusação, um projétil recolhido no local do crime apresentou compatibilidade com armas que haviam sido apreendidas com Malta.
O ex-PM está preso desde janeiro de 2023 e atualmente permanece internado em uma unidade psiquiátrica de custódia. A defesa informou que irá recorrer da condenação e afirma que Malta possui transtorno de personalidade, defendendo a necessidade de tratamento em hospital de custódia.
Antes desta sentença, o ex-policial já havia sido condenado em outros processos, com penas relacionadas a crimes de latrocínio e homicídio. Ele também foi preso após ser investigado por uma tentativa de homicídio ocorrida na Vila Carvalho, quando um homem foi baleado enquanto estava com o filho de um ano no colo.
Malta ingressou na Polícia Militar em 2014 e foi reformado administrativamente em 2017, aos 23 anos, por questões relacionadas à sua condição psiquiátrica. Em 2016, quando estava de folga, efetuou disparos no pátio do batalhão onde trabalhava e acabou ferindo o próprio pé.
Fonte: g1.globo.com







