Família afirma que aposentada de 78 anos teve as economias retiradas sem autorização e continua com descontos de uma dívida que não reconhece
Uma aposentada de 78 anos, de Miguelópolis (SP), descobriu que cerca de R$ 300 mil que mantinha em uma conta bancária haviam desaparecido. O problema foi identificado pela família após ela passar por um transplante de córnea e precisar sacar dinheiro para custear o procedimento.
Segundo a sobrinha, a idosa mantinha a conta havia anos e era atendida sempre pela mesma funcionária do banco. A família afirma que, ao consultar os extratos, encontrou diversas movimentações que não reconhece, incluindo saques, transferências e operações envolvendo aplicações financeiras.
Os parentes também dizem ter encontrado dois cartões emitidos em nome da aposentada que desconheciam. Além disso, foi identificado um empréstimo de 36 parcelas de R$ 1.047, totalizando cerca de R$ 37,7 mil. A idosa já teria pago 11 parcelas e, segundo a família, os descontos continuam sendo feitos diretamente da aposentadoria.
A sobrinha afirma que a aposentada atualmente recebe aproximadamente R$ 1 mil por mês para se manter. A família também relata que passou a ajudar com despesas médicas, medicamentos e consultas.
O caso está relacionado a uma investigação da Polícia Civil sobre supostos desvios de dinheiro de contas de clientes de uma agência bancária de Miguelópolis. A ex-funcionária Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, e o companheiro dela, Adilson Coelho de Paula, de 56, foram presos preventivamente na segunda-feira (28).
Segundo a investigação, cerca de R$ 2 milhões teriam sido desviados de contas, principalmente de idosos, entre 2024 e 2026. A polícia apura suspeitas de saques, transferências, empréstimos e resgates de investimentos realizados sem autorização dos titulares.
A decisão judicial que determinou as prisões cita prejuízos superiores a R$ 2,1 milhões envolvendo três vítimas. Também há investigação sobre possível ocultação dos valores por meio de outras contas e empresas.
A defesa de Adilson afirmou à EPTV que ele desconhece as acusações e não tem envolvimento com qualquer ilegalidade. A defesa de Vanessa foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização.
O banco também foi procurado para esclarecer a cobrança do empréstimo e as medidas de ressarcimento às vítimas, mas não havia respondido até a atualização da reportagem.
Fonte: g1.globo.com







