Investigação aponta que mais de duas mil pessoas podem ter sido lesadas em suposto esquema que movimentou cerca de R$ 500 milhões
Uma operação do Ministério Público de São Paulo busca desarticular um grupo investigado por envolvimento em um esquema de investimentos fraudulentos que teria movimentado aproximadamente R$ 500 milhões. Batizada de Operação Sanakay, a ação foi realizada nesta terça-feira (29) e contou com a participação de forças policiais.
Ao todo, 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços localizados na capital paulista, em municípios da Grande São Paulo e no Rio de Janeiro. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial (GAEPP), com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Conforme as apurações, os suspeitos teriam atraído investidores com a oferta de aplicações relacionadas à compra e comercialização de ouro no mercado internacional. Os participantes receberiam a promessa de retornos elevados sobre os valores investidos.
A suspeita é de que o negócio apresentado aos investidores não correspondesse à real destinação do dinheiro. Parte dos recursos teria sido utilizada na aquisição de imóveis, veículos e outros artigos de alto valor, enquanto outra parcela permaneceria aplicada para manter a aparência de funcionamento da operação e conquistar novos participantes.
O Ministério Público estima que mais de duas mil pessoas possam ter sido prejudicadas. Algumas vítimas teriam vendido bens para reunir o dinheiro necessário para entrar no suposto investimento. Com o passar do tempo, investidores começaram a cobrar a devolução dos valores, mas os pagamentos não teriam sido realizados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes localizaram um helicóptero Robinson R66, avaliado em mais de R$ 10 milhões, que seria ligado a um dos investigados.
Além das apreensões realizadas nesta terça-feira, a Justiça já havia determinado outras medidas de bloqueio patrimonial. Em uma decisão de agosto, foram alcançados bens e valores que podem chegar a R$ 162 milhões.
Em abril, medidas anteriores já haviam atingido patrimônio relacionado a 137 pessoas físicas e 32 empresas. Entre os bens identificados estão 52 imóveis, veículos, dinheiro em contas bancárias e investimentos financeiros.
A atuação do Ministério Público busca recuperar os recursos que possam ter sido obtidos por meio dos crimes investigados e preservar patrimônio para um possível ressarcimento das vítimas, dependendo do resultado das investigações e das decisões da Justiça.
Fonte: jovempan.com.br







