Investigação aponta participação de executivos do mercado financeiro em estrutura que teria movimentado recursos de origem ilícita
A Polícia Federal finalizou a investigação da Operação Quasar e indiciou 13 pessoas por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao setor de combustíveis e ao sistema financeiro. Entre os investigados estão profissionais ligados a fundos de investimento, corretoras e fintechs.
De acordo com a apuração, os suspeitos são investigados por possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. O indiciamento representa a conclusão da análise policial sobre a possível participação dos envolvidos nos fatos investigados.
A investigação aponta que os envolvidos teriam integrado uma estrutura financeira utilizada para movimentar e ocultar valores que, segundo a PF, estariam relacionados a crimes cometidos no segmento de combustíveis.
Os investigadores identificaram uma rede formada por empresas e fundos de investimento. A suspeita é de que diferentes operações financeiras tenham sido utilizadas para dificultar o rastreamento dos recursos e esconder quem seriam os seus beneficiários finais.
A Polícia Federal também aponta que empresas responsáveis pela administração dos fundos teriam desempenhado papel ativo na estrutura investigada, e não apenas fornecido serviços financeiros aos envolvidos.
Para chegar às conclusões, os investigadores analisaram documentos, mensagens, contratos, planilhas, movimentações bancárias e informações obtidas por meio de medidas autorizadas pela Justiça.
A Operação Quasar foi realizada em agosto de 2025 e fez parte de uma série de ações destinadas a investigar uma possível atuação de organizações criminosas no mercado de combustíveis e no sistema financeiro. Na ocasião, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em diferentes pontos do estado de São Paulo.
Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em bens e valores relacionados aos investigados.
Segundo a investigação, uma das estratégias utilizadas pelo grupo teria sido a realização de operações entre empresas e fundos, incluindo negociações envolvendo imóveis e títulos. Para a PF, algumas dessas transações não apresentariam justificativa econômica compatível com os valores movimentados.
A Quasar ocorreu no mesmo contexto das operações Tank, realizada pela Polícia Federal no Paraná, e Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal.
Com o encerramento da investigação policial, o relatório foi enviado ao Ministério Público Federal. Caberá ao órgão analisar as provas reunidas e definir se apresenta denúncia à Justiça, solicita novas diligências ou pede o arquivamento do caso.
Fonte: g1.globo.com







