Animais adultos e filhotes foram encontrados em situação de risco; protetores cobram ações para retirada, castração e controle do acesso ao local
Uma situação preocupante envolvendo animais tem chamado a atenção em Pirassununga (SP). Cães de diferentes idades estão vivendo dentro do aterro sanitário do município, em meio a resíduos, objetos descartados e áreas com acúmulo de chorume.
Os animais circulam pelo espaço em busca de alimento e abrigo. Alguns foram vistos próximos a colchões e outros materiais descartados, enquanto também utilizam água acumulada no chão.
Para pessoas que acompanham a causa animal na cidade, o problema não é recente. A presença de cães no aterro já teria sido comunicada anteriormente às autoridades municipais, mas a situação continua sendo registrada e, segundo os protetores, o número de animais aumenta com o passar do tempo.
A protetora e comerciante Vera Bueno afirma que já conseguiu retirar mais de 300 cães do local nos últimos anos. Ela defende que, além da retirada dos animais, sejam realizadas ações de castração para impedir o aumento da população no aterro e encaminhamentos para adoção sempre que possível.
Um dos casos mais recentes envolveu uma cadela que deu à luz dentro do aterro. Quatro filhotes foram encontrados próximos a uma área com chorume. Segundo a protetora, os animais ainda eram muito pequenos e apresentavam sinais de dificuldade respiratória.
A retirada dos filhotes também exigia a captura da mãe, o que aumentou a preocupação dos protetores diante da falta de um espaço adequado para acolher os animais. A situação evidencia ainda o desafio enfrentado por voluntários, que muitas vezes não têm condições de levar novos cães para suas próprias residências.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente reconheceu que a presença de cães no aterro é uma questão antiga. Segundo a pasta, está prevista uma avaliação para verificar a possibilidade de realizar a captura e a castração dos animais que estejam em condições de saúde adequadas.
No caso dos filhotes, a secretaria informou que não tinha conhecimento da ocorrência específica e indicou atendimento por meio de uma ONG parceira. Os animais foram retirados do aterro na terça-feira, dia 6.
Além da questão dos animais, outro problema apontado é a existência de trechos sem cercamento nos fundos do aterro. A ausência da estrutura facilita a entrada de cães e dificulta o controle de acesso à área.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, o município enfrenta furtos frequentes de alambrados. A prefeitura informou que já adquiriu materiais para reconstruir a parte danificada da cerca.
O fechamento da área também é uma medida recomendada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), já que o aterro é considerado um ambiente inadequado tanto para a permanência de animais quanto para a circulação de pessoas.
A expectativa dos protetores é que as medidas anunciadas avancem e que o município consiga impedir a entrada de novos animais, além de garantir atendimento e destino adequado aos cães que ainda permanecem no local.
Fonte: g1.globo.com







