Renato Purini, marido da prefeita Suéllen Rosim, foi detido nesta sexta-feira (16). Investigação do Ministério Público apura possível esquema envolvendo a concessão dos serviços de resíduos sólidos.
Uma investigação sobre possíveis irregularidades em um contrato bilionário da Prefeitura de Bauru, no interior paulista, teve novos desdobramentos nesta sexta-feira (16), com a prisão de Renato Purini, secretário municipal de Governo e marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD).
A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, com suporte da Polícia Militar. Além da prisão, foram realizadas buscas no imóvel onde o casal reside e nas instalações da administração municipal.
Após a abordagem, Purini foi conduzido à Prefeitura, onde os agentes deram continuidade às diligências, e depois levado à Central de Polícia Judiciária.
O caso está relacionado à Operação Cavalo de Troia, que investiga suspeitas de manipulação no processo de contratação de uma empresa para administrar os resíduos sólidos do município. O projeto prevê uma concessão de 30 anos, com valor estimado em R$ 5,2 bilhões.
De acordo com as apurações, o inquérito teve origem em denúncias de intimidação contra integrantes da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascam). Durante o trabalho investigativo, o Ministério Público identificou indícios de possíveis pedidos de vantagens indevidas e tentativas de influenciar a concorrência pública.
As investigações também apontaram suspeitas de participação de servidores municipais e representantes do setor empresarial em articulações para favorecer a Estre Ambiental. Em fases anteriores, a operação resultou em prisões e buscas envolvendo ex-secretários e outros investigados.
A Prefeitura de Bauru confirmou que equipes do Gaeco estiveram no prédio municipal, mas informou que ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre os detalhes da investigação. A administração declarou que está disponível para atender às solicitações das autoridades.
O caso continua sob investigação, e as responsabilidades individuais deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Fonte: g1.globo.com







