Sigla ligada à Igreja Universal conquista vaga com político acusado de integrar facção criminosa; defesa nega acusações e aponta falta de provas e perseguição
A Câmara dos Deputados terá em sua próxima legislatura um parlamentar formalmente acusado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) de ter ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país. Trata-se de Ney Santos, eleito deputado federal pelo estado de São Paulo com 118.566 votos (equivalente a 0,5% dos votos válidos).
Ney Santos conquistou a vaga pela legenda do Republicanos, partido politicamente vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). A eleição do candidato projeta a sigla partidária no centro das atenções do cenário político paulista e nacional diante das graves apurações conduzidas pelos órgãos de fiscalização e controle.
De acordo com as investigações do MP-SP, o parlamentar eleito é formalmente identificado como integrante da facção criminosa. Apesar das denúncias e dos processos em andamento, Ney Santos segue na condição de réu: até o momento, ele não foi condenado nem absolvido definitivamente pelas acusações de envolvimento com o grupo criminoso paulista.
No histórico judicial de Ney Santos constam:
- Prisão anterior: O político já cumpriu dois anos de prisão por roubo a banco e foi condenado por formação de quadrilha em fato anterior.
- Absolvição recente: Na última semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reverteu uma condenação em primeira instância, absolvendo o deputado eleito no processo em que era acusado de participar da adulteração do número de série de uma arma de fogo.
O outro lado – a defesa de Ney Santos e o próprio político negam veementemente todas as acusações do Ministério Público de São Paulo referentes à suposta participação em qualquer organização criminosa. Em manifestações públicas anteriores, Ney Santos sempre sustentou que:
- Há ausência de provas materiais que sustentem as imputações feitas pelos órgãos de acusação;
- É vítima de perseguição institucional promovida por setores da Polícia Civil e do próprio Ministério Público do Estado de São Paulo.
Fonte: Gazeta do Povo do PR







