Gaeco do Ministério Público, pediu à Justiça a manutenção do bloqueio de R$ 20 milhões em bens e valores da Estre Ambiental, empresa investigada na Operação Cavalo de Troia em Bauru (SP)
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, pediu à Justiça a manutenção do bloqueio de R$ 20 milhões em bens e valores da Estre Ambiental, empresa investigada na Operação Cavalo de Troia. A companhia argumenta que a medida prejudica o pagamento de aproximadamente 4.100 funcionários. O Ministério Público, porém, afirma que, mesmo após o bloqueio, a empresa ainda mantinha R$ 24,9 milhões em conta.
Entre os pontos levantados pela investigação estão suspeitas de pagamento de propina a vereadores de Bauru para favorecer a concessão dos serviços de coleta e destinação de resíduos. Segundo o Gaeco, os parlamentares teriam recebido valores para viabilizar o contrato e evitar protestos durante a votação realizada em dezembro de 2025.
O documento também aponta a possível participação do ex-secretário municipal Renato Purini na articulação política. De acordo com a apuração, os pagamentos teriam sido financiados pela Estre Ambiental.
Outro ponto investigado envolve repasses de R$ 4,096 milhões à empresa Core Intermediações. Para o Ministério Público, os valores teriam sido transferidos por meio de contratos supostamente fictícios, cuja finalidade ainda é objeto de apuração.
Suspeitas foram mencionadas em depoimentos
As informações sobre os supostos pagamentos a vereadores foram citadas durante os depoimentos realizados na quarta-feira (28), no âmbito da Comissão Processante do Lixo. O tema apareceu em questionamentos dirigidos à presidente afastada da Ascam, Gisele Moreti, e também foi abordado pelo vereador Eduardo Borgo.
Apesar das acusações descritas no documento, o Gaeco não identificou nominalmente quais vereadores teriam recebido os valores. A apuração busca esclarecer as circunstâncias dos possíveis pagamentos e a participação dos envolvidos no processo de concessão.
O pedido para manter o bloqueio financeiro ainda depende de decisão judicial. As suspeitas relacionadas à empresa, aos possíveis repasses e à atuação de agentes públicos permanecem sob investigação e deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.
Fonte: 94FM







