O poeta é a pimenta do planeta. Foi o que escreveu o compositor Luiz Mauricio Pragana dos Santos, conhecido como Lulu Santos, do The Voice Brasil. Por outra dinâmica, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras registra uma regra bastante interessante: todas as palavras paroxítonas terminadas com a letra “i” devem ser marcadas com acento na sílaba tônica.
A palavra “Táxi” é um exemplo básico. É uma paroxítona, assim como “lápis” (seguido de “s” mesmo não sendo plural), beribéri, beribéris, bílis, íris, júri, júris, ou até mesmo “dândi”, com acento circunflexo.
O tema é chato até para estudantes do curso pré-vestibular, mas uma administração municipal que se preza precisa respeitar, ao menos, a Língua Portuguesa, cujas regras são estabelecidas por lei própria da Presidência da República.
Chamada de “inculta e bela”, ou “a última flor do Lácio”, a Língua Portuguesa é o maior patrimônio do povo brasileiro, da Nação, e do País. E o que fez o governo do Ripa? Assaltou a gramática e sumiu com os acentos do letreiro da nova cobertura de lata da estação rodoviária.
A cobertura voltada para a rua Indalécio Rezende ganhou as letras T, A, X e I de ambos os lados. Mas o responsável pela pintura/adesivo não respeitou o vocábulo. E a Prefeitura aceitou o erro sem reclamar.
Como dizem Os Paralamas do Sucesso em versos compostos por Lulu Santos:
“Assaltaram a gramática Ooh!
Assassinaram a lógica Ohh!
Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia
Sequestraram a fonética Ohh!
Violentaram a métrica Ehh!
Meteram poesia onde devia e não devia”







