Mais uma vez o prefeito Rômulo Rippa assinou seu atestado de incompetência e admitiu que não fez o planejamento adequado para suprir a demanda de profissionais médicos em três unidades de saúde do município. O sinto muito veio em letras garrafais: “Com falta de profissionais, Executivo envia projeto criando cargos de médico da família”. Vide link da notícia da Prefeitura sobre o assunto.
Rippa teve que enviar às pressas para a Câmara uma proposta para tentar resolver o abacaxi que agora haverá de ser descascado. Mas nota-se no título da notícia que ele joga a falta de médicos nas costas do outros e não assume o erro. Isso é típico de quem gosta de culpar o alheio.
Essa situação arrasta-se há um ano. E ninguém dentro da administração se mexeu para resolver o desfalque. O encerramento do Programa Mais Médicos pelo presidente Jair Bolsonaro era batata. Eram favas contadas.
O prefeito e a Secretaria da Saúde sabiam que não haveria a substituição desses três profissionais nas UBSs. Então por qual motivo o prefeito não tomou as providências? Esperou 12 meses para ficar sem e depois tomar uma decisão? Vai deixar mais de 12 mil pessoas com um atendimento precário?
Coitado do povo que precisa do atendimento nas unidades de saúde do Jardim Águas Claras, do Jardim Paschoal Salzano e do Cristo Redentor. Enquanto os médicos novos não forem contratados vai haver rodízio dentro da rede básica? E os médicos que serão obrigados a se desdobrar para atender essa quantidade de pacientes? Parte dessa demanda não acabará batendo na porta do Pronto-Socorro?
A rede saúde em Porto Ferreira vem passando por graves problemas. De um lado, reclamações dos usuários do sistema público. Do outro lado um gestor que não consegue gerir o sistema com qualidade.
Falta estrutura, falta medicamento, e a Secretaria Municipal de Saúde não faz nada. É um caso clássico de ineficiência, falta experiência administrativa por parte dos envolvidos. Não há justificativas técnicas, o que tem acontecido em Porto Ferreira é por pura incompetência.







